Uma landing page para advogados pode organizar uma área de atuação, apresentação profissional e formas de contato em uma rota específica. Ela não deve tratar a advocacia como uma oferta de varejo nem usar urgência artificial, promessa de resultado ou casos concretos para induzir contratação.

O ponto de partida é informativo: a pessoa deve conseguir entender quem é o profissional ou escritório, quais temas são apresentados e como encontrar o contato adequado. A revisão final do conteúdo e da publicidade deve ser feita pelo escritório à luz das regras aplicáveis à sua atuação.

Landing page ou site completo para advocacia?

Uma landing page pode concentrar uma página informativa sobre uma área de exercício, uma palestra, um material técnico ou uma comunicação específica. Um site institucional costuma ser mais adequado quando o escritório precisa apresentar diferentes áreas, profissionais, publicações e canais de contato de forma organizada.

NecessidadeEstrutura possível
Apresentar o escritório, equipe e áreas de atuaçãoSite institucional
Explicar uma área ou serviço jurídico de forma informativaPágina dedicada dentro do site ou landing page
Publicar artigos e materiais técnicos recorrentesSite com área de conteúdo
Divulgar evento ou conteúdo voltado a público jurídicoPágina específica, após revisão de conformidade

Em telas menores, deslize a tabela na horizontal para ver todas as colunas.

Não existe uma resposta universal. A estrutura deve acompanhar o conteúdo que o escritório pode manter correto e revisar ao longo do tempo.

O que a página pode organizar

Uma estrutura sóbria pode ajudar a encontrar informação sem pressionar uma contratação. Dependendo do contexto, ela pode trazer:

  • identificação do advogado ou da sociedade, com informações verdadeiras e atualizadas;
  • áreas ou matérias de exercício que possam ser apresentadas de forma adequada;
  • explicação técnica e acessível sobre o tema abordado;
  • dados de contato e endereço quando fizerem sentido;
  • publicações, palestras, formação e qualificações que possam ser comprovadas;
  • perguntas informativas que não substituam a análise individual de um caso;
  • aviso claro sobre o canal de contato e eventuais limites do atendimento inicial.

O texto precisa ser revisado pelo próprio escritório. A página não deve responder automaticamente a uma consulta jurídica individual nem induzir alguém a tomar uma decisão jurídica com base em conteúdo genérico.

Comunicação: o que exige mais cuidado

O Provimento 205/2021 da OAB estabelece que a publicidade profissional deve ter caráter informativo, com sobriedade e discrição. O texto também veda, entre outros pontos, promessa de resultados, referência a valores, gratuidade ou descontos como meio de captação, autoengrandecimento e uso de casos concretos para oferta de atuação profissional.

Na prática, antes de publicar, revise especialmente:

  • expressões como “ganhe”, “garantido”, “recupere”, “aumente suas chances” ou qualquer promessa sobre desfecho;
  • títulos que incentivem litígio ou pressionem alguém a contratar;
  • comparações com outros escritórios ou frases de superioridade;
  • depoimentos, números de casos, nomes de clientes ou resultados processuais;
  • chamadas sobre consulta gratuita, desconto, preço ou condições comerciais;
  • imagens que exponham clientes, processos ou informações sensíveis;
  • título de especialidade que o profissional não possa usar ou comprovar.

Este artigo é um guia de estrutura de página, não uma interpretação jurídica das normas. A responsabilidade pelo conteúdo final e pela conformidade é do profissional ou sociedade que o publica.

Uma estrutura informativa possível

1. Apresentação direta

Explique quem é o profissional ou escritório e o assunto da página em linguagem objetiva. A pessoa não deveria precisar adivinhar se está lendo uma explicação geral, uma área de exercício ou uma publicação institucional.

2. Contexto sobre o tema

Descreva o assunto jurídico com precisão e sem criar expectativas sobre um caso individual. Se há conceitos difíceis, use perguntas e respostas para tornar a leitura mais acessível, mas mantenha limites claros: informação geral não substitui consulta profissional.

3. Perfil e informações profissionais

Inclua apenas dados que possam ser atualizados e comprovados: formação, publicações, idiomas, informações de contato, integrantes do escritório e áreas de exercício apresentadas de acordo com a orientação do profissional.

4. Próximo contato sem pressão

O contato pode ser apresentado de maneira informativa. A pessoa deve entender para qual canal será encaminhada, mas a página não precisa usar gatilhos como “últimas vagas”, “atendimento agora” ou “agende gratuitamente” para produzir urgência.

5. Rodapé e revisão recorrente

Dados de identificação, informações de contato, políticas necessárias e a data de atualização devem ser fáceis de revisar. Uma página institucional desatualizada pode ser mais prejudicial do que uma página curta e mantida com cuidado.

Design e acessibilidade também são parte da responsabilidade

Sobriedade não exige uma página sem identidade. Fotos do profissional ou escritório, logomarca, tipografia e elementos visuais podem compor uma apresentação quando têm função e respeitam a orientação aplicável. O cuidado é não usar imagem como argumento de ostentação ou prova de resultado.

Em qualquer caso, confira se:

  • texto tem contraste e tamanho legíveis;
  • formulários e botões podem ser usados no celular e por teclado;
  • imagens possuem descrição compatível com o que mostram;
  • documentos e PDFs estão acessíveis e atualizados;
  • vídeos têm contexto e não reproduzem informações confidenciais;
  • a página abre rapidamente mesmo em conexão móvel.

Uma página simples, legível e precisa transmite mais cuidado do que uma sequência de efeitos que esconde a informação essencial.

Como decidir entre uma página por tema e um conteúdo no blog

Não crie uma landing page para cada dúvida jurídica apenas para ampliar palavras-chave. Uma página nova faz sentido quando há assunto, responsabilidade editorial e informação própria para manter. Perguntas pontuais e explicações gerais podem viver melhor em artigos, sempre revistos pelo profissional responsável.

Antes de abrir outra rota, responda:

  1. Qual informação independente essa página entrega?
  2. Ela é diferente de uma página já existente no site?
  3. Quem revisará mudanças de lei, prazo ou orientação?
  4. O conteúdo respeita sigilo, privacidade e as normas da OAB?
  5. O contato é apresentado como informação, sem indução inadequada?

Quando a resposta é “não” para mais de uma pergunta, é melhor fortalecer uma página já existente do que criar conteúdo duplicado.

O que enviar para criar a página

Para uma página profissional, reúna a apresentação que pode ser publicada, áreas de exercício aprovadas pelo escritório, informações de contato, materiais visuais autorizados, referências de linguagem e a pessoa responsável pela revisão ética e jurídica. Não é preciso escrever tudo antes; é preciso saber quem aprova o que será dito.

Uma landing page profissional pode ser planejada a partir desse material, com estrutura e tecnologia escolhidas para o projeto — sem depender de uma plataforma específica.

Perguntas frequentes

Posso usar depoimentos de clientes na página?

Antes de publicar, consulte a orientação aplicável ao escritório. A publicidade da advocacia tem limitações específicas e a regra geral exige cuidado com menção a clientes, casos concretos e resultados. Permissão do cliente, por si só, não substitui a revisão de conformidade.

Posso falar de uma área jurídica na página?

A página pode apresentar informações profissionais e conteúdo técnico, desde que sejam objetivos, verdadeiros e revisados pelo profissional responsável. Evite atribuir título ou especialidade sem base apropriada.

É melhor colocar um formulário ou WhatsApp?

Os dois podem ser canais de contato. A escolha deve considerar privacidade, capacidade de resposta e como o escritório trata dados recebidos. O importante é não apresentar o canal como substituto de orientação jurídica individual nem pressionar a pessoa a contratar.